Animal sinistro: reflexões sobre os rumos da civilização no planeta

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No final de 2009, iniciei uma série de artigos sobre as ameaças autodestrutivas de nossa espécie, no presente estágio civilizatório. Fui atrás dos motivos que julgo ser as razões mais remotas de nosso comportamento nada parcimonioso com relação ao meio ambiente. As reflexões resultantes da incursão por este tema tão palpitante, controverso e de extrema gravidade podem ser conferidas nas páginas deste volume.

Descrição

No final de 2009, iniciei uma série de artigos sobre as ameaças autodestrutivas de nossa espécie, no presente estágio civilizatório. Fui atrás dos motivos que julgo ser as razões mais remotas de nosso comportamento nada parcimonioso com relação ao meio ambiente. As reflexões resultantes da incursão por este tema tão palpitante, controverso e de extrema gravidade podem ser conferidas nas páginas deste volume. Para melhor entendimento da suposta missão do Homo sapiens com relação ao meio ambiente é preciso avaliar o momento civilizatório em que essa ordem foi repassada à nossa espécie. Há 3.200, já havia quase 200 mil anos que nossa espécie habitava o planeta. Já havia 67 mil anos que o Homo sapiens passara pela revolução cognitiva, com o surgimento da linguagem funcional. Ainda que uma linguagem rudimentar, mas o suficiente para estabelecer o entendimento e o desentendimento verbal entre as pessoas. A espécie já havia se espalhado pelo globo terrestre, já inventara a roda, a escrita, o dinheiro, as cidades, reinados e impérios. Já havia promovido a revolução agrícola, domado praticamente todos os animais e plantas que hoje conhecemos como domésticos. O cavalo já se tornara máquina de guerra, carga e tração. O cão já se tornara o melhor amigo do homem. Embora alguns achassem que o melhor amigo do homem era mesmo o vinho e a cerveja. Já havia dizimado a grande maioria da megafauna de répteis, aves e mamíferos e até insetos, como os piolhos das aves pré-históricas e os carrapatos que parasitavam na pele dos bisões, dos mastodontes e das preguiças gigantes. Além da microfauna que certamente habitava o trato digestivo desses portentos engendrados pela natureza. Durante a saga da espécie humana, pela primeira vez o homem alcança o estágio tecnológico capaz de decidir os destinos da Terra, em termos climáticos. No entanto, a pulsão de domínio e exploração dos recursos naturais é tão arraigada que nossa espécie corre o risco de não ter mais tempo de tomar as devidas precauções. E, quando acordar dessa sanha por domínio, o clima da Terra poderá ter atingido um estágio de singularidade, de onde não será possível mais retroceder e em que a própria degradação se retroalimente.

Edival Lourenço (1952) é escritor, atual presidente da União Brasileira de Escritores de Goiás. Publicou livros de poesia, crônica e romance. A centopeia de neon recebeu o Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná (1994). Em 2008, foi agraciado com a Comenda Jorge Amado, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, pelo conjunto da obra. Naqueles morros, depois da chuva ganhou o segundo lugar de romance do Prêmio Jabuti de 2012. Edival Lourenço é o escritor goiano mais premiado no cenário nacional, com uma obra densa e multifacetada, em que o diálogo com a tradição e a modernidade é permeado por sua dicção humorística peculiar.

Informação adicional

Ano

2016

Área

Crônica

Autor

Edival Lourenço

Característica

Brochura

Dimensão

14 x 21 cm

Edição

ISBN

978-85-67773-08-7

Páginas

144

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