Após o golpe e a peste, tudo é caos na Terra dos Papagaios. Com humor ácido e ilustrações subversivas, frei Tullius narra a ruína política e moral das terras brasis em sua Idade Média Tardia. Uma distopia hilária sobre o desgoverno e a barbárie.
A Treva: crônica dos anos da peste, de Tullius, o Caetano, mistura sátira, crônica política e imaginação medieval para apresentar ao leitor os manuscritos de frei Tullius, monge copista que registra, entre pestes, rumores, delitos, devoções espúrias e calamidades, o colapso moral e político da Terra dos Papagaios. Em vez de se fixar em qualquer cronologia reconhecível, o livro prefere a liberdade da arte e reconta um ciclo de degradação pública como se fosse uma crônica de Idade Média tardia tropical — era marcada por fome de mando, culto à ignorância, mentira organizada e surtos de crueldade travestidos de virtude. Distopia política ou apenas ficção especulativa sobre o que poderia acontecer a uma sociedade que resolvesse entregar o próprio destino ao fanatismo, ao ressentimento e ao delírio moral.
Com humor ácido e sarcasmo, a narrativa de frei Tullius transforma a barbárie em alegoria. Os homens do poder surgem como figuras grotescas, ambiciosas e moralmente deformadas que, aos olhos do narrador, parecem menos governantes do que emissários das trevas. O livro convida o leitor a contemplar os efeitos de certos métodos de poder: a manipulação, a brutalização da linguagem, a fabricação de inimigos, o culto à violência e a transformação do desastre em programa.
O resultado é um retrato impiedoso de um país em decomposição, conduzido por lideranças que tratam a calamidade e a mistificação como método e a estupidez como plataforma — sempre em nome da liberdade, da pátria e da família. Mas o livro não se sustenta apenas pela força do texto. Ao longo das páginas, o leitor encontra cerca de 160 elementos visuais distintos, entre iluminuras coloridas, retratos de personagens, vinhetas, capitulares, ornamentos, mapas, afora os desenhos do precioso glossário. Esse repertório visual não apenas acompanha o relato: ele o tensiona, o ironiza e, por vezes, o expõe com ainda mais precisão.
Este projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
AVISO: Os fatos, factoides, "falsas novas" e personagens aqui representados são puramente fictícios e jamais poderiam ser encontrados em parte alguma que não a da ficção especulativa distópica, pois imaginar que eles existam ou existiram implicaria acreditar na mais completa dissolução da realidade como nós a conhecemos.
| Ano |
2026 |
|---|---|
| Área |
Romance |
| Autor |
Tulio Caetano |
| Dimensão |
18 x 18 cm |
| Edição |
1ª |
| Ilustrador |
Tulio Caetano |
| Designer |
Filipe Florence |
| Característica |
capa dura; colorido, ilustrado |
| ISBN |
978-85-67773-32-2 |
| Páginas |
216 |
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